O Dedo e o Anel

Texto de minha própria autoria com base em estudos de Geopolítica e política interna -
Guilherme Menezes 
O Dedo e o Anel
O Foro de São Paulo, criado em 1990, rapidamente contou com a participação de partidos do Brasil e da Venezuela. Décadas depois, já com China e Rússia ampliando sua influência global e os EUA acumulando erros estratégicos, consolidou-se um bloco de regimes que aprenderam a se perpetuar no poder explorando petróleo, narcotráfico e estruturas de corrupção.
Nesse cenário, Nicolás Maduro foi sancionado e exposto como líder de um regime autoritário sustentado por redes criminosas. O modelo, porém, não era exclusivo: diversas nações descobriram esse “método de eternidade política”.
Os EUA, percebendo o avanço dessa rede, pediram a Lula que declarasse o PCC e facções brasileiras como grupos terroristas. Lula se negou, reduzindo-os a “jovens excluídos que roubam celulares para comprar cerveja”. Mas a verdade já estava evidente desde os anos 1980, quando os morros do Rio passaram a ter donos. O Brasil já era um narco-Estado embrionário.
Hoje, com a Lei Magnitsky chegando às portas do STF, especialmente sobre Alexandre de Moraes, as mídias oficiais repetem o teatro dos tempos do governo Lula: “dar o dedo para não perder o anel”. Cortam pequenas partes do esquema – denunciam frações do tráfico e da corrupção – mas preservam o núcleo, o anel que mantém a casta política intacta.
A Globo, pressionada pelas redes sociais que agora expõem tudo em tempo real, teria fechado um pacto: Lula seria preso e depois solto, apenas para manter o anel em segurança. E como mágica, o PCC passou a ser tratado como “quase um grupo terrorista”, mesmo já estando profundamente infiltrado em todas as engrenagens do Estado – um espelho perfeito do que acontece na Venezuela com o Cartel de los Soles.
A metáfora do dedo aparece outra vez: Celso Daniel, morto em 2002, foi muito mais que um dedo cortado – foi sangue derramado para blindar o projeto de poder e a vitória de Lula em 2003. Desde então, a simbiose entre o PT e o narcotráfico só cresceu, engolindo Judiciário, Senado, Polícia Federal e instituições inteiras.
Agora, com o avanço do globalismo e a impossibilidade de esconder verdades na internet, o Brasil vive o dilema:
- Se reconhecer oficialmente o PCC como grupo terrorista, abre a porta para intervenções internacionais obrigatórias nos moldes das alianças globais.
- Se não reconhecer, tenta cortar um “dedinho” para mostrar serviço e preservar o “anel” do poder, mantendo intacta a estrutura que sustenta Lula e o sistema.
Para os EUA, o risco central não é a censura de Moraes, mas a fusão entre narcotráfico e Estado brasileiro. Isso sim configura ameaça internacional. Contudo, os EUA estão presos ao princípio da soberania, que impede ações bélicas diretas – mesmo diante de ditaduras e narcoestados.
O equilíbrio do planeta depende desse jogo: se alguém ousar cortar não apenas um dedo, mas a mão inteira, o mundo entraria em colapso. E assim, segue o teatro: cortam-se dedos diante das câmeras, mas o anel volta sempre ao dedo de Lula – o Nicolás Maduro do Brasil.

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