💬 Sabedoria em frases – A.A. Rio Bonito 📖


“Galinha que belisca titica suja o bico.”
“Galinha de um olho só procura o poleiro cedo.”

O companheiro Múcio compartilhou essas expressões nesta ocasião.
📅 27/05/2025


“Alcoólatra é todo aquele que, quando começa a beber, perde o fio da corda.”
A companheira Fátima citou o companheiro Ieda nesta reflexão.
📅 18/05/2025


“Eu estava entrando pelo chão adentro.”
José Luiz, membro de AA, relatando sua experiência com o alcoolismo.
📅 11/05/2025


“Mente aberta.”
Expressão isolada de efeito em Alcoólicos Anônimos.


“Eu sou um pássaro de uma asa só; dependo de vocês para voar.”
Antônio Gonçalves, membro de Alcoólicos Anônimos.


“Tititi, tititi, tititi.”
Forma bem-humorada usada pelos companheiros para se referirem ao padrinho José Luiz, que sempre reforçava a importância de ajudar quem precisa.


“Sacola solta.”
Expressão do companheiro Múcio, relembrada por Wellington ao falar sobre sua vida no alcoolismo.


“Eu tô numa boa.”
Frase do companheiro Jorge Gonçalves, relembrada pelo companheiro Wellington ao se referir à sua vida em Alcoólicos Anônimos.
📅 06/07/2025


“De gole em gole fica bêbado.”
Frase do companheiro Jorge Miranda, citada pelo companheiro Jair em reunião de domingo.
📅 03/08/2025


“Tem gente que, quando dá vontade de beber em Tanguá, já está com o copo na mão, esperando...”
Reflexão do companheiro Zé Luís.
📅 03/08/2025


“Cachorro mordido por cobra tem medo de linguiça.”
Frase dita pelo companheiro Jorge Gonçalves no grupo de WhatsApp AA de Rio Bonito.
📅 11/10/2025


“Não faz manobra, não.”
Frase do companheiro Geraldo — que bebeu todo o vinho do padre.


“Companheiro girafa: o corpo está na sala e a cabeça lá fora.”

“Companheiro caco de vidro: só fica em cima do muro.”

“Companheiro ioiô: vai e volta.”


“Passarinho que acompanha morcego acorda de cabeça para baixo.”
Frase do companheiro Carlos Múcio, em reunião de quarta-feira conduzida por Wellington.
📅 22/10/2025


“O segredo é estar na próxima reunião.”
Citação do companheiro Cosme (Miminho), em cabeceira de mesa, reforçando a ideia de continuidade na recuperação.
📅 10/04/2026

“Sardinha que o gato leva…”
“Quem tem nojo de sapo não bebe água de poço.”
“Burro que peida muito anda pouco.”
“Cumbuca que leva pimenta nunca perde o ardor!!!”

O companheiro Cosme estava inspirado nesta reunião.
📅 10/04/2026
Contexto: após o término da reunião.

🌹 Minha bisavó por parte de mãe ficou calada para sobreviver. Eu falo para honrar.

🌹 Minha bisavó por parte de mãe ficou calada para sobreviver. Eu falo para honrar.
Meu nome é Guilherme de Almeida Menezes.
Dentro de mim pulsa uma ausência que é mais que minha — é ancestral.
Um silêncio ancestral atravessou o tempo e chegou até mim em forma de vazio.
Minha bisavó por parte de mãe, Kalena Mitrak, nasceu em Odessa, na Ucrânia, e chegou ao Brasil em 1926, refugiada.
Provavelmente judia, como algumas pistas sugerem, trazia um medo que vinha de longe — do cerco sanguinolento que engoliu
o Império Russo e se espalhou pela União Soviética, onde qualquer suspiro de liberdade era sufocado.
O pai de minha bisavó, Ivan Mitrak, foi oficial — talvez ministro — na corte de Nicolau II, o último czar da Rússia.
Mas tudo isso se esfacelou. A Revolução Russa destruiu os arquivos do império; documentos, memórias e identidades
desapareceram como fumaça. Os vestígios que restaram foram saqueados ou queimados, como se nunca tivessem existido.
Pouco convivi com minha bisavó. Mas sei que, aos nove anos, ela teria visto Rasputin no Palácio dos Romanov —
segundo testemunho de um sobrinho já falecido. Essas memórias fragmentadas brilham como cacos de vidro, afiadas e reluzentes,
mesmo depois de tantos anos.
Sempre que alguém mencionava seu passado, minha bisavó por parte de mãe juntava as mãos ao peito,
como se fosse interrogada de novo. O peso invisível a esmagava. O silêncio era sua cela.
Ao chegar ao Brasil, desembarcou pela Ilha das Flores e foi viver em Araruama, no Rio de Janeiro.
Lembro dela, já cega aos 70 anos, mas suave, cheia de carinho. Enquanto minha família se reunia no quintal cheio de vida,
eu lia meus gibis da Turma da Mônica ao lado dela — sem saber do mundo de dor que ela escondia.
Talvez o passaporte que ela usou estivesse falsificado — não sabemos se era original.
Talvez alguém tenha falsificado os documentos para salvá-la. E se assim foi, meu agradecimento vai a esse gesto de coragem anônima.
Porque, sem isso, eu não estaria aqui hoje, escrevendo estas linhas.
Minha bisavó tinha duas irmãs: Maria e Anastácia. Mas, dela mesma, restou quase só o silêncio e o medo.
Durante muito tempo, busquei respostas em consulados — ucraniano, russo — e em documentos oficiais, sem sucesso.
A história se esvai como água entre os dedos.
Hoje, vejo que o mesmo medo que silenciou minha bisavó ainda ecoa.
Um país onde a corrupção é endêmica, onde julgamentos ideológicos tentam esmagar vozes — tudo me parece um eco distante da opressão soviética:
calar, esmagar, aniquilar.
Mas eu não posso me calar. Não posso fechar o punho no peito e me render ao medo como ela fez.
O sangue dela corre em mim, e me impulsiona. Em sua honra, ergo-me e falo.
A depressão que ronda minha família — por parte de minha bisavó — tem um nome: falta de origem.
A história começou, mas não sabemos onde, como, ou quem foram aqueles que vieram para dar início a essa jornada.
Essa ausência é uma ferida exposta, que só encontra algum sentido na fé — na ideia de Deus que preenche o que nos falta.
Talvez se minha bisavó tivesse vivido na era das redes sociais, talvez ainda assim ela tivesse silenciado —
porque seu medo era real: que alguém encontrasse sua família aqui e a destruísse.
Mas eu não tenho esse luxo. Não posso trair sua memória.
Hoje escrevo porque lembro de minha bisavó por parte de mãe, Kalena Mitrak, com os punhos cerrados contra o peito,
carregada de silêncio, mas viva em minha alma. Escrevo porque o direito de falar me foi roubado por um passado que ela sofreu.
E, nesta peça de texto, sua voz e a minha se unem, finalmente livres.
🌹 Minha bisavó por parte de mãe ficou calada para sobreviver. Eu falo para honrar.

O Dedo e o Anel

Texto de minha própria autoria com base em estudos de Geopolítica e política interna -
Guilherme Menezes 
O Dedo e o Anel
O Foro de São Paulo, criado em 1990, rapidamente contou com a participação de partidos do Brasil e da Venezuela. Décadas depois, já com China e Rússia ampliando sua influência global e os EUA acumulando erros estratégicos, consolidou-se um bloco de regimes que aprenderam a se perpetuar no poder explorando petróleo, narcotráfico e estruturas de corrupção.
Nesse cenário, Nicolás Maduro foi sancionado e exposto como líder de um regime autoritário sustentado por redes criminosas. O modelo, porém, não era exclusivo: diversas nações descobriram esse “método de eternidade política”.
Os EUA, percebendo o avanço dessa rede, pediram a Lula que declarasse o PCC e facções brasileiras como grupos terroristas. Lula se negou, reduzindo-os a “jovens excluídos que roubam celulares para comprar cerveja”. Mas a verdade já estava evidente desde os anos 1980, quando os morros do Rio passaram a ter donos. O Brasil já era um narco-Estado embrionário.
Hoje, com a Lei Magnitsky chegando às portas do STF, especialmente sobre Alexandre de Moraes, as mídias oficiais repetem o teatro dos tempos do governo Lula: “dar o dedo para não perder o anel”. Cortam pequenas partes do esquema – denunciam frações do tráfico e da corrupção – mas preservam o núcleo, o anel que mantém a casta política intacta.
A Globo, pressionada pelas redes sociais que agora expõem tudo em tempo real, teria fechado um pacto: Lula seria preso e depois solto, apenas para manter o anel em segurança. E como mágica, o PCC passou a ser tratado como “quase um grupo terrorista”, mesmo já estando profundamente infiltrado em todas as engrenagens do Estado – um espelho perfeito do que acontece na Venezuela com o Cartel de los Soles.
A metáfora do dedo aparece outra vez: Celso Daniel, morto em 2002, foi muito mais que um dedo cortado – foi sangue derramado para blindar o projeto de poder e a vitória de Lula em 2003. Desde então, a simbiose entre o PT e o narcotráfico só cresceu, engolindo Judiciário, Senado, Polícia Federal e instituições inteiras.
Agora, com o avanço do globalismo e a impossibilidade de esconder verdades na internet, o Brasil vive o dilema:
- Se reconhecer oficialmente o PCC como grupo terrorista, abre a porta para intervenções internacionais obrigatórias nos moldes das alianças globais.
- Se não reconhecer, tenta cortar um “dedinho” para mostrar serviço e preservar o “anel” do poder, mantendo intacta a estrutura que sustenta Lula e o sistema.
Para os EUA, o risco central não é a censura de Moraes, mas a fusão entre narcotráfico e Estado brasileiro. Isso sim configura ameaça internacional. Contudo, os EUA estão presos ao princípio da soberania, que impede ações bélicas diretas – mesmo diante de ditaduras e narcoestados.
O equilíbrio do planeta depende desse jogo: se alguém ousar cortar não apenas um dedo, mas a mão inteira, o mundo entraria em colapso. E assim, segue o teatro: cortam-se dedos diante das câmeras, mas o anel volta sempre ao dedo de Lula – o Nicolás Maduro do Brasil.

Kalena Mitrack – Ecos de um Império Silenciado

A história de Kalena Mitrack não está nos livros didáticos. Não há registros em arquivos públicos, tampouco fotografias oficiais. O que existe são memórias carregadas pelo tempo, transmitidas com cautela de geração em geração, como relíquias frágeis guardadas em corações marcados pelo medo e pelo exílio.

Filha de Ivan Mitrack — uma figura de destaque nas estruturas do Império Russo, supostamente próximo ao czar Nicolau II — Kalena nasceu em 1907, em Odessa, uma das joias do Mar Negro. Cresceu sob os últimos suspiros da Rússia imperial, em um mundo prestes a desmoronar.

A Revolução de 1917 trouxe a queda dos Romanovs, o colapso do regime czarista e a ascensão dos bolcheviques. O que foi anunciado como o início de uma nova era, para famílias como a dos Mitrack significou terror, perseguição e exílio. A repressão foi brutal: documentos foram destruídos, nomes apagados, e qualquer associação com a antiga aristocracia se tornou uma sentença de morte.

Kalena Mitrack, profundamente marcada pelo trauma, recusava-se a falar sobre o passado — não por esquecimento, mas por medo. Lembrava-se de Rasputin nos corredores do palácio, de conversas abafadas, de despedidas silenciosas. Tudo se tornou cicatriz, escondida sob décadas de silêncio.

Em 1926, das três irmãs enviadas ao exílio, Kalena encontrou refúgio no Brasil, na cidade de Araruama, onde construiu uma nova vida, criou seus filhos e netos, sem jamais abandonar o peso da memória. Foi já cega, aos 70 e poucos anos, que seu neto Guilherme de Almeida Menezes a conheceu — e dele recebeu mais do que fragmentos de história: herdou o espírito de resistência.

Sabe-se que as outras irmãs, Sofia e Anastácia, seguiram caminhos diferentes: uma foi para os Estados Unidos, a outra, acredita-se, encontrou abrigo em algum país da América Central. Quanto aos pais — Ivan Mitrack e Maria Mitrack (cujo nome original se perdeu em caracteres russos) — acredita-se que tenham sido mortos durante os expurgos revolucionários, vítimas do apagamento sistemático promovido pelo novo regime.

Este é o testemunho de uma linhagem que fugiu não apenas da perseguição, mas do esquecimento. De um povo que sobreviveu à força da história e à crueldade do silenciamento. Este é o grito de uma geração que, mesmo distante de sua terra natal, carrega no sangue a força para lutar por liberdade e memória.

Costumam dizer: “Pelo menos, se sua bisavó não viesse para o Brasil, você não nasceria.”
E eu respondo: “Se ela não viesse, eu não estaria aqui, lutando contra aquilo que um dia destruiu a nossa história: o socialismo.”

Vovó Kalena Mitrack e Vovô Belmonte 
Netos de Vovó Kalena - Minha mãe: Débora (centro) Marques de Almeida, Ricardo e Edva.
Minha avó (2025) Maria Rosa Marques de Almeida ( Filha de vovó Kalena)
Eu, Guilherme de Almeida Menezes e minha neta Flora.

Eu e Minha irmã, Kalena de Almeida Menezes (1992)
Meu Filho Rafael Pereira
Minha filha Ana Carolina 
Logo a direita, meu tio Ricardo, Neto de vovó Kalena e irmão de minha mãe. Da direita para a esquerda: Lucas( filho de Ricardo) , Lenimar Miranda ( Esposa de Ricardo) - Vovó Maria Rosa ( Filha de Kalena Mitrack) Eu e Minha irmã Kalena de Almeida Menezes.
Minhas sobrinhas, filha de Kalena ( Serena e
Lis)

Sofia, tetraneta de Kalena Mitrack - Filha de Kalena de Almeida Menezes ( minha irmã)
da direita para a esquerda (Kauã, Serena, Kalena, Cassiano (marido de Kalena), Lis, Guilherme, Sofia)
minha linda esposa, Anne Magalhães Pinto Pereira